14 de ago de 2017

GIR NO SUL DO BRASIL

A Associação dos Criadores Gaúchos de Zebu (ACGZ) informa que recebeu a inscrição de 213 zebuínos para a expointer 2017, em Esteio (RS), de 26 de agosto a 3 de setembro de 2017. Segundo a entidade, a raça com o maior número de animais inscritos é a Gir Leiteiro, que contará com 100 exemplares que estarão alocados no pavilhão de bovinos de leite, trazidos por dez selecionadores gaúchos. As raças que apresentaram o maior crescimento foram a Gir Dupla Aptidão que terá 13 animais (Um animal em 2016). 

4 de ago de 2017

DEZ MIL SEGUIDORES



Nesse momento difícil que passa a seleção de Gir no Brasil, com o declínio da comercialização, em que a raça se encontra sem rumo; com poucos eventos de comercialização; apatia dos criadores e desarmonia das suas entidades, a FanPage de Girbrasil no Facebook atinge a incrível marca de 10 mil seguidores, numa demonstração de que a raça tem amantes e interessados. Será que isso não é um dos inúmeros motivos para se pensar em reerguer a raça no país?


FAZENDAS DO BASA

A imagem pode conter: texto
Evandro Guimarães, proprietário das Fazendas do Basa, em Minas Gerais, promoverá no próximo dia 21 de agosto mais um leilão virtual de Gir Leiteiro. 

Leilões de Gir Leiteiro estão cada dia mais raros. Antes era um por semana, agora são poucos na temporada.

Mas esse leilão é importante para caracterizar a resistência do criador nacional, no caso do Evandro, em momentos de muita dificuldade, persistir com a seleção e manter a raça de pé.

O Gir Leiteiro e o Gir de um modo Geral estão em dificuldades de liquidez não por que estamos numa crise financeira e política, mas por que a raça entrou em declínio há algum tempo. Não só a raça, mas até sua organização. Atualmente a raça não tem em funcionamento uma entidade nacional e nem mesmo as regionais em funcionamento. A luta política instalada em Brasília contaminou os giristas e eles também não andam se entendendo.

Parabéns ao Evandro Guimarães e à sua organização pela resistência, pela persistência em acreditar na raça e dizer que o "Gir Leiteiro é o Tesouro Brasileiro". As fazendas do Basa possui o que tem de melhor da raça em seu plantel, fruto do trabalho, caro inclusive, de selecionar os descendentes das melhores vacas de todo o país nesses últimos anos. Não tem como errar.

LEITE ORGÂNICO

Wanderly da Costa Pereira
Wanderly da Costa Pereira

29 de Junho de 2017

De olho no enorme potencial do mercado brasileiro, Nestlé começa a capacitar produtores para produzirem leite orgânico.


Qualidade virou moda e o pecuarista Evandro Evandro Guimaraes, Fazendas do Basa, ganha mais um estímulo para continuar a desenvolver o projeto de parcerias na criação do 'Girolando Meio Sangue Plus'. 

Após o Queijo Artesanal ter conquistando tanto o mercado nacional, quanto o mercado europeu, e das demandas por leite cru e por leite Beta Caseína A2A2 estarem crescendo, agora é o consumo do leite orgânico que entrará em evidência.

A zootecnista Raquel Maria Cury Rodrigues noticiou no portal MilkPoint que "no início desta semana, a Nestlé promoveu um encontro para apresentar e divulgar a sua inserção no mercado lácteo orgânico do país em 2018. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o mercado de produtos orgânicos, desde 2009, cresce em média 25% ao ano. Os números apontam um mercado atualmente em torno de R$ 2 bilhões anuais, apesar de ser um setor pouco auditado. Desse montante, 80% do mercado é concentrado nos produtos in natura, especialmente hortaliças. Nos mercados mais desenvolvidos, como EUA e Europa, a evolução do setor leva a uma participação maior dos produtos processados.

Nesse segmento, o leite orgânico e seus derivados também ganham espaço, mas a demanda no país é maior do que a disponibilidade. Nos Estados Unidos (EUA), os lácteos representam 16% de todo o mercado de orgânicos e na Europa, 30%, enquanto no Brasil esse mercado é incipiente.

Buscando desenvolver a produção de leite orgânico, a Nestlé fez uma parceria pública privada e contará com o auxílio da Embrapa Pecuária Sudeste, Fundação Mokiti Okada e IBD Certificadora.

Para o leite ser orgânico ele deve atender todas as exigências descritas na instrução normativa 46, tais quais:
- o pasto deve ser manejado sem a utilização de nenhum tipo de adubo químico ou agrotóxicos; a alimentação dos animais deve ser feita em sua maioria por alimentos orgânicos com a possibilidade de complementação com alimentos não OGM; o tratamento dos animais deve ser feito com o uso de homeopatia e fitoterápicos, salvo exceções onde antibióticos e tratamentos alopáticos são necessários para evitar sofrimento do animal; não são permitidos sistemas de confinamento; a fazenda deve passar por auditorias no mínimo anualmente."

Durante o encontro, "Alexandre Harkaly, diretor executivo do IBD, comentou que a certificadora está contribuindo para apoiar no entendimento dos processos. Ele relatou que hoje são poucas fazendas leiteiras orgânicas certificadas no Brasil. “No meu ponto de vista, esses produtores são heróis, já que precisaram ser autodidatas para desenvolverem seus negócios. 

Em função de a Nestlé estar entrando no ramo, o número de produtores vai crescer”, explicou. Harkaly expôs ao público um comparativo entre os tipos de certificação existentes no varejo:
a) Não orgânicos, mas com apelo natural e alguns ingredientes orgânicos;
b) Sustentável;
c) Orgânicos; d) Biodinâmico.

“Os consumidores ainda confundem essas certificações. O importante é esclarecer que há um mercado demandante crescente e a estruturação da cadeia será impulsionada por essa tendência, aumentando a disponibilidade dos produtos. No Brasil, o crescimento desse segmento é muito expressivo”, confirma. Ele acredita que as pessoas estão tendo acesso à informação e sabem o que contribui ou não com a saúde."

Leite orgânico é uma tendência de mercado que veio para ficar e encontra respaldo nos conceitos preconizados pelo pesquisador Ivan Ledić. O novo movimento irá rechear as pautas da agenda do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite, Geraldo Borges.

Para ajudar os leiteristas a suprirem a demanda do mercado, o líder da ABRALEITE precisará desenvolver habilidades semelhantes as do Garrincha e driblar qualquer entrave que possa ser criado pela crise política

(Foto: Gustavo de Vicenzo Valone
Fazenda Malunga, Leite Orgânico, Brasília/DF)


26 de jul de 2017

Os votos dos RURALISTAS


Evandro Guimarães, criador de Gir nas Fazendas do Basa,
no estado de Minas Gerais.
Por Evandro Guimarães

Os produtores rurais do Brasil são mais de cinco milhões enquanto os “ruralistas” aqui entendidos como quem tem grande poder e dinheiro são apenas milhares.

Em geral os ruralistas são doadores pesados de campanha ou são os próprios políticos que fazem um discurso pró-produtores rurais para se elegerem.

Os jornais e o Governo não sabem mesmo o que são os produtores rurais. Quando o assunto é muito dinheiro, muito poder, chamam de ruralistas os votos parlamentares que querem influenciar ou comprar. 

Em geral falsos discursos. Os jornais e o Governo não querem informar melhor, estão se lixando para milhões de produtores, que estão mal representados, mal organizados.

Alguns temas interessam a todo o conjunto da atividade tais como exageros na questão ambiental, regras (não são Leis!) não aplicáveis nas relações de trabalho, falta de combate aos oligopólios antes (insumos) e depois das porteiras (processadores/atravessadores financeiros), crédito e etc.

Mas ninguém se engane: quem tem poder é grande e tem muito dinheiro, adora o guarda chuva ruralista, pois faz parecer que tem muita gente apoiando qualquer coisa que seja do seu interesse específico. Isso é a verdade quanto à reserva de Jamanxim (Floresta Nacional do Jamanxim, no sudeste do Pará). Acham que a redução da Reserva interessa aos produtores brasileiros em geral. Quem tira leite de 100 vacas na Zona da Mata mineira ou quem produz café em 54 hectares na serra do Espirito Santo não tem nada a ver com isso.

O certo é que 350 mil hectares a menos na reserva certamente interessa a poucas pessoas e ninguém, se preocupa em saber quem é. O Governo não tem um setor de inteligência? Não tem a Policia Federal, o INCRA, ou talvez já saibam e isso é para atender uns poucos mesmo.

Os produtores rurais estão fudidos com a representação que tem. Para deixar claro vamos falar dos produtores de leite. O Brasil tem na liderança da tecnologia e industrialização do leite empresas da comunidade Europeia, que é óbvio, jamais poderão a partir do Brasil, trabalhar para a exportação de leite. Leite é questão de Estado, é emprego e renda, os canais de exportação são decididos nas matrizes, sempre.

Nenhum político mais ou menos ruralista nunca trabalhou para que nosso País tenha um time dedicado 24 horas todo dia a abrir mercado para nosso leite e derivados. De vez em quando ficamos mobilizados por importações. É pouco, para manter o crescimento que existe, cerca de três por cento ao ano, precisamos exportar. Não há como decrescer o ritmo da produção leiteira. Temos muita terra, muito grão, muitos estabelecimentos rurais e, de alguns anos para cá temos gado! Gado rústico para produção de leite nos trópicos, cruzamento com zebuínos, fantástico.

As entidades e instituições que representam os produtores de leite estão velhas, cansadas (atenção: não estou falando de produtores de 20 mil litros, estes são casados com indústrias internacionais e já adquiriram uma situação peculiar, capitalizada).

Vamos temperar essa minha estranheza da informação precária e da inépcia governamental e das entidades com uma proposta; vamos trabalhar, diretamente com os produtores e pressionar mesmo um governo pouco efetivo, exigindo que o país tenha um grupo com recursos necessários voltados apenas para a exportação de leite.


24 de jul de 2017

O GIR E A CORRUPÇÃO

A deleção premiada do publicitário mineiro Marcos Valério está tirando o sono de muita gente, inclusive girista.

21 de jul de 2017

MAIS DA CRISE NA ABCGIL

Artigo sobre a Abcgil, publicado na página de Girbrasil no Facebook.
Se você não viu, vale à pena ler.

19 de out de 2016

A POLÍCIA NAS BARBAS DOS PICCIANI


A imagem pode conter: 4 pessoas , pessoas sorrindo
Clã da Família Picciani, do Rio de Janeiro, ex-criadores de Gir Leiteiro,
envolvidos em denúncias na operação Lava Jato. Da esquerda para a direita:
Leonardo Picciani (Ministro do Esporte do Governo Temer),
Jorge Picciani (pai e deputado Estadual no Rio de Janeiro),
Felipe Picciani (pecuarista) e Rafael Picciani (supersecretário da prefeitura do Rio de Janeiro)

Por quê essa denúncia de que o Ministro do Esporte do governo Temer, Leonardo Picciani, superfaturava preços de vacas para fazer caixa 2 tem a ver com o Gir?

Por que Leonardo Picciani é irmão de Felipe Picciani, grande conhecido dos criadores de gir do Brasil. Felipe Picciani foi aclamado como um dos girista mais empreendedores do Brasil: realizou megas leilões; trouxe para o gir grandes personalidades e grandes empresários; promoveu a raçanacional e internacionalmente e foi durante anos o queridinho do gir leiteiro.

Mas a família Picciani, quase todos na política, são reconhecidos no Rio de Janeiro como “complicados”, estão sempre envolvidos em denúncias sérias de desvio de conduta. Veja as denuncias do ex-governador Garotinho sobre a família: http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=8427.
Felipe Picciani é o braço agropecuária da Família. O único que não disputa cargos na política partidária, mas disputa na política corporativa: foi presidente da Nelore – Associação nacional do Nelore.
O comandante dos Picciani é Jorge Picciani, o pai, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Rio. O filho mais famoso é Leonardo Picciani, que foi líder do governo da Dilma e uma semana depois já era Ministro do Esporte no governo Temer. Rafael Picciani é atualmente o supersecretário de coordenação de Governo na Prefeitura do Rio de Janeiro. Todos eles são os donos da famosa empresa agropecuária Agrobilara Comercio e Participacoes Ltda, especializada em criação de gado de corte no município de Uberaba, em Minas Gerais, fundada em 2004.
BONS DE NEGÓCIOS
Segundo o ex-governador do Rio, Garotinho, a família Picciani é um exemplo de excelentes negociantes, além de terem muito sorte nesse ramo.
A denúncia de que a Agrobilara fazia caixa 2 foi de Tânia Maria Silva Fontenelle, que trabalhou na Carioca Engenharia (investigada na Lava Jato) por quase 30 anos e saiu em 2015, foi dada em acordo de leniência da empreiteira com o Ministério Público Federal (MPF) homologado em fevereiro deste ano pelo juiz Sérgio Moro.
Portanto, o caso é grave e está nas mãos do Juiz Sérgio Moro, que adora prender corruptos.
Quer saber mais sobre as habilidades políticas do Clá Picciani do Rio de Janeiro? Aqui: http://veja.abril.com.br/brasil/a-ascensao-dos-picciani/.
AGROBILARA

Bilara é um nome respeitado entre os criadores de gado nelore, pois se trata de uma das mais famosas e valorizadas matrizes da raça, que morreu em abril de 2002. Bilara também é o nome de uma cidade e um município no distrito de jodhpur, no estado de Rajastão, na Índia. A vaca bilara deixou mais de 200 filhos e filhas e rendeu milhões aos seus proprietários e aos proprietários de seus descendentes.

FRACASO NAS URNAS


Luiz Alberto de Paula Souza, presidente que abandonou a Girgoiás à míngua, não desiste da carreira política. Tentou ser prefeito da cidade goiana de Santa Bárbara e obteve míseros 23 votos. Ele concorreu pelo Partido Ecológico Nacional – PEN, cujo numero é 51 e com o nome de urna “Luiz da Dona Leda”.

Dona Leda é viúva do lendário Aderbal Góes, da Fazenda Favela. Ao que parece a população de Santa Bárbara foi mais esperta que grande parte dos associados da Girgoiás e não votou em Luiz da Dona Leda. Ele teria dito que apenas se inscreveu para o pleito mais não fez campanha, o que não é verdade, pois mostramos aqui o seu material de campanha comprovando que ele foi às ruas pedir votos.

Desta vez o "51" não foi uma boa ideia.

O TEMPO MUDA, MAS OS ARGUMENTOS NÃO !


No último leilão da Fazenda Mutum, em Goiás, o leiloeiro no entusiasmo de conseguir mais lances, lançou mão dessa pérola durante o remate de uma novilha: “daqui um ano vele três vezes esse valor”. Será? Depois de tudo que o gir passou e ainda está passando esse tipo de argumento ainda convence?

6 de jul de 2016

MORRE O PISTEIRO MARIO PEREIRA

Ele trabalhava na Programa Leilões e atuava em leilões de todas as raças de gado e de cavalo


O pisteiro Mário Pereira (foto), da Programa Leilões, faleceu no último dia 1º de julho, vítima de um infarto. Ele tinha 50 anos e foi encontrado morto em seu apartamento na cidade de São Paulo. Era casado e tinha um filho.

Mário era uma atração a mais nos leilões, pois sabia como ninguém estimular o cliente e sabia usar a televisão para vender em leilões. Ao lado de Luiz Ronaldo de Paula, que também faleceu, Mário Pereira realizou grandes leilões de gir leiteiro.

Os leilões transmitidos pela televisão vão ficando cada vez mais sem graça.

GIRISTA NA ÍNDIA

Dourado é criador de Gir no Estado
do Maranhão

Antônio José Dourado embarca hoje para a Índia para participar de grande evento sobre o Zebu


Dourado, como é conhecido entre os criadores de Zebu no Brasil, visitará a Índia em missão especial para conhecer o Zebu naquele país. Antônio José Dourado é criador de Gir e Nelore no Estado do Maranhão e estará na Índia a convite das autoridades daquele país para receber uma homenagem que o governo indiano fará ao criador de Nelore Arnaldo Manoel Borges, o Arnaldinho.

Como Arnaldinho está em campanha para a presidência da ABCZ, escolheu Dourado para representá-lo neste evento. O 1º Dream Bul Show será na cidade de Hyderabad, capital dos estados de Andhra Pradesch e Telagana. Na oportunidade Arnaldo Manoel Borges será agraciado com uma medalha “Maior Divulgador do Zebu no Mundo”.


Dourado ao lado do ex-presidente da ABCZ, José Olabo
A solenidade será dia 11 de julho. Neste evento os indianos vão discutir a importância da escolha de reprodutores nos acasalamentos.

Honrado

Dourado, antes de viajar, conversou com Girbrasil e disse que se sente muito honrado em ser o criador escolhido para representar “o Arnaldinho num evento dessa importância, além do mais, estou realizando um sonho de conhecer o zebu na sua terra natal, espero que essa experiência possa resultar em novas conquistas para o Zebu Brasileiro”.

Já Arnaldinho disse que se senti tranquilo ao indicar um “um criador do nível de Dourado, um amante do Zebu, que cria gir nas condições adversas do Maranhão e mesmo assim não perde o entusiasmo na seleção da raça que tanto ama”. Para o candidato a presidente da ABCZ, “o Brasil, o Zebu e a pecuária nacional estarão muito bem representados pelo Dourada e eu muito feliz por receber essa homenagem, que na verdade não é só pra mim, mas para o Brasil”. Dourado visitará outras regiões de zebu na Índia, como as regiões onde se cria gir.

Dourado é bastante conhecido entre os criadores de gir
devido às suas participações como comentarista do
tradicional leilão da Jasdan, em Minas Gerais


12 de jun de 2016

ARTIGO: CAMINHO DO FIM

Vejo com tristeza essa disputa na Abcgil. Já vi esse filme e o final não é nada animador. A atividade de criar e selecionar gado de elite é uma atividade empresarial e como tal deveria ser tratada. Não deveria haver ingerências políticas e, muito menos, disputa eleitoral.
Não é racional que criadores inteligentes, melhoristas, homens e mulheres capazes de melhorar um animal por meio do seu manejo genético não seja capaz de perceber a estupidez que é estimular e patrocinar uma briga política. Não compreendo.

O mesmo também está se passando na Abcz. Briga política, por outro lado, está em todo lugar, até mesmo no seio de nossas famílias, principalmente onde haja a possibilidade de alcançar algum tipo de poder, por menor que seja.

Estamos sedentos por poder. Qualquer poder. Por isso a disputa. Mas a hora é péssima para disputas na Abcgil: vivemos um momento de dificuldades econômicas, de redução drástica do interesse do pecuarista pela raça gir no Brasil e os custos de seleção estão comendo os olhos da cara.

A hora, pelo contrário, é de união. Unir a força de cada um para vencer a turbulência e não dispensar as forças e arriscar perder tudo, principalmente o respeito e a convivência entre os criadores.

Quero relembrar aqui a experiência de Goiás, onde a disputa política acabou com a organização dos criadores e hoje está reduzido a pó, não consegue fazer nenhuma exposição decente. Em Goiás a disputa entre os grupos  pelo controle da Girgoiás levou a entidade à falência até fechar as portas.

Atualmente o Estado não tem nenhuma representação social que organiza os criadores. A Girgoiás morreu na mão do grupo da dona Leda Goés e a Agcgil – Associação Goiana dos Criadores de Gir Leiteiro nasceu e morreu na mesma velocidade. Teve apenas uma diretoria que não conseguiu se renovar; perdeu a sede no parque de exposições e, este ano, na Expogoiás, não houve exposição e nem ranqueamento de Gir Leiteiro.


Está na hora dos verdadeiros criadores e lideranças do gir leiteiro chamarem a responsabilidade para si e acabar com essa disputa. Isso só interessa aos adversários da raça, que estão rindo da incompetência política das nossas lideranças em tratar a entidade nesse momento de crise.

Rosimar Silva

26 de mai de 2016

Casa do Gir em Curvelo reforça os laços de amizade entre criadores e expositores

Casa do Gir, ponto de encontro de criadores e expositores
em Curvelo, durante a exposição
Criadores e expositores de gir leiteiro na Casa do Gir,
em Curvelo

Foram 4 dias de festa na Casa do Gir com comida e muito chopp gelado.



A Cidade de Curvelo sediou mais uma exposição ranqueada de Gir Leiteiro com torneio leiteiro, julgamento em pista e leilão. Segundo Marco Paulo Quirino, presidente do Núcleo de Criadores de Gir do Centro-Norte de Minas, “mais uma edição de sucesso da nossa exposição, com destaque para a qualidade dos animais e a harmonia entre os criadores”.


Sobre a união dos criadores, a Casa do Gir cumpri um papel fundamental nessa relação de aproximar criadores e expositores em Curvelo. A casa fica dentro do parque e é administrado pelo Núcleo de Criadores de Gir, onde, segundo Rodrigo Simões, vice-presidente do Núcleo, “recebemos os criadores durante 4 dias com Chopp gelado e comida de boa qualidade”.


A casa do Gir em Curvelo é tradicional e uma das atrações da exposição. “A casa do Gir é um ponto de apoio, um lugar para encontrar os demais criadores da raça, um espaço para celebrar a vida criando gir, refrescar com um Chopp gelado e fortalecer os laços de amizade entre os criadores”, explica João Guilherme Maldini Pitangui, um dos maiores incentivadores da exposição de Curvelo.
 
Por fim, Vanessa Lima, criadora que foi homenageada pelo Núcleo de Criadores de Gir como a Patrona da Exposição de Gir Leiteiro de Curvelo, “aqui em Curvelo, principalmente na Casa do Gir, nos seguimos à risca os ensinamentos de João Feliciano Ribeiro: o gir faz amigos”.

Vanessa e João Guilherme recebem criadores na Casa do Gir

Marco Paulo Quirino celebra com amigos o gosto de criar Gir